33° prêmio design museu da casa brasileira

33º prêmio design museu da casa brasileira

O Cartaz desenvolvido para a 33ª edição do Prêmio Design MCB, realizado pelo Museu da Casa Brasileira e premiado com o segundo lugar dentre 428 inscritos, traz uma metáfora visual como elemento principal, sendo a imagem em ruptura com o texto.

Um dos principais objetivos do concurso do Museu da Casa Brasileira é fortalecer o cartaz como meio de expressão e comunicação, refletindo com criatividade a identidade do design brasileiro.  Para tanto, a proposta do cartaz foi em primeira mão atender o critério do cartaz, mas sem perder o diálogo com a linguagem visual entre a matéria e suas composições através da luz e sombra no espaço com expressões distintas de acordo a subjetividade de cada observador.

O cartaz tem por finalidade divulgar uma informação visualmente ao mesmo tempo que se apresenta como uma peça de valor estético, possuindo um valor histórico como meio de divulgação em importantes movimentos de caráter político ou artístico. Para tanto o cartaz apresentado traz a imagem em uma superfície na qual as ideias se inter-relacionam magicamente em relação a perceptividade de cada um. Não obstante, o registro para alguns traz uma percepção de prisão, para outros abstém de qualquer significação imediata.

A imagem foi registrada no pátio da Pinacoteca do Estado de São Paulo, onde a luz direta que incide no teto de vidro do museu cria formas quadriculadas sobre o chão cinza de seu interior, idealizando uma prisão interna projetada pela luz externa. A superfície registrada gera uma imagem que estampa sentidos abstratos na subjetividade de cada indivíduo, se apoiando ao que se encontra no espaço e no tempo, sendo uma mediação entre o homem e o mundo como propõe Vilém Flusser (1983), pois “as imagens têm o propósito de representar o mundo. Mas ao fazê-lo entrepõem-se entre mundo e homem. Seu propósito é serem mapas do mundo, mas passam a ser biombos” (FLUSSER, 2012, p.4).

Para tanto, a escolha dessa imagem para o cartaz, tem por proposta provocar a subjetividade por meio de decifração imagética do observador de acordo suas experiências de vida. Tornando assim o cartaz uma peça expressiva e repleta de codificações visuais em relação a particularidade de cada sujeito.

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